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Coopernatural |
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Abelhas Jataí (Tetragonisca
angustula ) |
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Colméia com 4 anos |
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Abelhas Jataí no tubo de entrada da colméia. |
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As
abelhas da sub família Meliponinae (Tetragonisca angustula), são
conhecidas por "abelhas indígenas sem ferrão"
por possuírem o ferrão atrofiado sendo, portanto, incapazes
de ferroar. |
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O
interior da colméia. |
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Vidros
com 40 g |
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| xxxxxxxxxxxxxx | O
mel das abelhas sem ferrão apresenta composição diferente
do mel de Apis mellifera. |
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O
mel da jataí é bem mais liquido do que o mel do gênero
Apis e é mais rapidamente absorvido quando passado na pele. Seu
pH é baixo (ácido). O mel tem sido utilizado na alimentação,
como antisséptico, como conservante de frutas e de grãos
e até para embalsamar, devido a sua ação anti-putrefante.
Seu efeito como bactericida (bactérias gran positivas e negativas
) se dá devido a uma substância chamada de " inibina
" ( resultado do acúmulo de peróxido de hidrogênio
produzido pelo sistema da glicoseoxidase do mel ). O mel de jataí,
quando maduro , é envolvido por potes ovais mais ou menos esféricos,
medindo cerca de 1 cm de diâmetro cada um.. |
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Comparação
entre a composição química do mel de abelha Apis
com o mel da Jataí:
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CARACTERÍSTICAS
ORGANOLÉPTICAS DO MEL DA ABELHA JATAÍ (Tetragonisca angustula
)
-
líquido, com espuma superficial, aroma e sabor fortes. PROPRIEDADES *
ação dinamogênica ( aumenta a resistência do
organismo )
PARA PESSOAS SADIAS: *
amenizar as insuficiências alimentares eventuais em aminoácidos,
sais minerais , vitaminas, etc. PARA PESSOAS DOENTES, EM CASOS DE: *
atraso de crescimento ÁREA DIGESTIVA *
anorexia ou perda de apetite ÁREA CARDIOVASCULAR E SANGÜÍNEA *
anemias ( mais indicado o mel escuro ) ÁREA RESPIRATÓRIA *
infecção do olho, nariz, laringe, faringe ( mais indicado
o favo do mel ) ÁREA URINÁRIA *
favorece a diurese ÁREA NEURO-PSÍQUICA *
nervosismo
*
feridas infeccionadas, úlceras e queimaduras ( aplicação
no local ) ÁREA METABÓLICA *
emagrecimento e desnutrição sem etiologia precisa OUTRAS ÁREAS * cãibras POSOLOGIA *
Adultos: uma colher de sopa três vezes ao dia ** É essencial a consulta com um médico homeopata durante qualquer tratamento. |
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Por que criar abelhas sem ferrão ?
O principal interesse pela criação racional de abelhas sem ferrão está no prazer que o manejo diário proporciona ao homem e sua família, uma vez que esta atividade não representa qualquer risco de acidentes com enxames. Além da questão do lazer do criador e sua família, a atividade pode ainda representar uma renda extra, através da venda do mel, ou ainda, pela comercialização dos enxames para os interessados em iniciar ou aumentar uma criação. É a natureza, e indiretamente o homem, os que mais lucram com os efeitos da criação e preservação destas abelhas, devido aos serviços de coleta de pólen das flores prestados pelas campeiras. Ao se movimentar sobre as flores em busca do pólen, as abelhas promovem a fertilização das plantas, assegurando a sua multiplicação e perpetuação. Grande parte dos vegetais presentes no Brasil dependem exclusivamente da polinização realizada por estas espécies de abelhas sem ferrão. Daí a grande importância de se preservar estas abelhas, evitando-se o desmatamento desordenado, as queimadas, o uso indiscriminado de agrotóxicos e o extrativismo do mel. II - Quem são essas abelhas ? As abelhas sem ferrão, assim chamadas por apresentarem este instrumento de defesa atrofiado, são verdadeiramente insetos sociais. As colônias possuem uma rainha-mãe, várias gerações de operárias, além dos machos dependendo da condição geral da população. Geralmente, encontramos machos nas épocas onde existe bastante alimento e presença de células reais, sinal que haverá em breve fecundação de rainhas virgens. Os machos são menores e não possuem corbícula, existente nas patas traseiras das operárias, responsável pela coleta de pólen das flores. As operárias de meliponíneos vivem, em média, 30 a 40 dias e são quase brancas ao saírem dos favos, escurecendo com o passar do tempo. Na vida adulta, desempenham diversas funções no ninho, seguindo normalmente a seguinte ordem: faxineiras - nutrizes - arquitetas - ventiladoras - guardas - campeiras. A rainha, quando fecundada, apresenta o ventre bem dilatado, podendo ser localizada facilmente a olho nu. Normalmente, habita a área de cria, circulando por entre os favos. Existem poucos relatos de fuga de meliponíneos, devido à impossibilidade de vôo da rainha fecundada. Essas abelhas indígenas são insetos nativos do território brasileiro, ou seja, não foram trazidas e introduzidas pelo homem de outras partes do mundo, como ocorreu com as abelhas melíferas. Elas constróem seus ninhos em ocos de árvores, cupinzeiros e formigueiros abandonados, e nos mais variados locais onde encontram espaço e segurança suficientes para o desenvolvimento da colônia (postes, paredes, muros, caixas de força, armários, pedreiras, etc.). Na elaboração dos ninhos, as abelhas utilizam diversos "materiais de construção" tais como a cera pura, o cerume (mistura de cera + própolis) ou ainda o batume (própolis + barro), destinados à delimitação do espaço. Algumas espécies usam cadáveres e excremento para construir suas moradias, como já observado em Jandaíra, Uruçu e Irapuá. Dentro dos ninhos, elas guardam mel e pólen em potes ovalados de cerume. Eles ficam localizados próximos aos favos de cria, dependendo do espaço disponível na colônia. Os favos de cria são normalmente dispostos em forma de discos empilhados, sendo que algumas espécies apresentam favos em forma espiral e em cachos. Várias espécies envolvem a área de cria com uma capa folheada de cerume (invólucro), para proteger larvas e abelhas mais jovens das variações da temperatura. No
Brasil, existem mais de 300 espécies de abelhas sem ferrão,
divididas em Meliponas e Trigonas. Através de algumas características
gerais podemos distinguir esses dois grupos. Entretanto, para se identificar
as espécies dentro de cada grupo, somente conhecendo e observando
criteriosamente as várias partes que compõem o corpo das
abelhas, tarefa restrita aos especialistas da área (pesquisadores
e criadores). |
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